
1. Filosofia não é uma ciência, como a vejo. Está acima, e o conhecimento que visa, assim como o sentido, são de natureza diversa da da ciência. E concordo que é do tipo que confere organização e sistemática. Ao científico como ao pensamento estético. Ou ao pensamento, apenas. Nela, a ambição pelo todo não é incompatível com a visão da parte – de um modo análogo ao que uma visão de landscape da floresta não se antagoniza com um mergulho às árvores – completam-se. Nela, a importância maior é das perguntas, das indagações que se colocam.
2. A Ontologia filosófica saiu do campo estrito e passou a admitir-se como ontologia para-definir-os-tipos de seres e entes. Portanto, também de coisas. Daí que se admita que exista «ontologia de domínio», «ontologia de tarefas», «ontologia de representação» (é desta que falamos…)
3. A Representação do conhecimento aplica teorias e técnicas dos 4 campos: Lógica ( proporciona a estrutura formal e as regras de inferência), Ontologia, Computação (apoia as aplicações que distinguem a representação do conhecimento da filosofia pura) e da Hermenêutica (as regras e técnicas da interpretação).
4. A compreensão das coisas precisa de um método analítico esclarecedor e de um procedimento de compreensão descritiva, afirma Dilthey. Compreender é apreender um sentido – e sentido é o que se apresenta á compreensão como conteúdo. Ou seja, determinam-se um pelo outro: só é possível determinar a compreensão pelo sentido e vice-versa.
5. Lógica, Ontologia, Computação e Hermenêutica fazem uma moldura. Quatro lados de um enquadramento amplo e desafiador. O que os liga, como se de cola se tratasse? Não o conhecimento, em si, mas a Representação do conhecimento.
Ah, e agora, falta concretizar… passar da floresta ás árvores…
(imagem daqui – e vale pena ver o link…)