As Palavras Interditas de Eugénio de Andradeditas por Mário ViegasOs navios existem e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.
Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.
Os hospitais cobrem-se de cinza.
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te… E abrem-se janelas
mostrando a brancura das cortinas.
As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas minhas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
e estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens vivas, desenhadas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.In Revisitar a Educação, UM BLOG que visito regularmente…
RS
Junho 1, 2008
As palavras inter(ditas) por Mário Viegas …
3 Comentários »
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Olá, este comentário serve para te pedir que vás até ao meu blog e leias o post sobre Ilustração. A ideia é divulgar o mais possível o meu pedido de ajuda. Vai até lá e vais perceber. Desde já agradeço toda a ajuda possível.
Um abraço,
Sónia Pessoa
Comentário por soniapessoa — Junho 24, 2008 @ 2:36 pm |
Olá Sónia, compreendo e vou até lá.
Um abraço também para ti, Rosa Silvestre
Comentário por RS(ontologias) — Junho 24, 2008 @ 5:42 pm |
Olá,
vai ao meu cantinho… tenho GRANDES NOVIDADES!
Sónia
Comentário por soniapessoa — Julho 2, 2008 @ 9:34 pm |