Ontologias

Novembro 30, 2015

Start again

Filed under: Uncategorized — alexandre sousa @ 8:11 am

Fonte: Start again

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Junho 20, 2010

Reflexão final ……..

Filed under: ética,Leituras & Reflexões,Perspectivas,sociedade — indulocation @ 11:32 am

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

Na categoria Outros Cadernos de Saramago

Sonhar faz parte da VIDA …

Filed under: Leituras & Reflexões,Perspectivas,Projectos,sociedade — indulocation @ 7:06 am

VIDA

Junho 19, 2010

Mitos …. ou o HOMEM que nunca sorria ….

Filed under: Leituras & Reflexões,Notas à margem,Perspectivas,sociedade — indulocation @ 7:11 pm

“(..) filosofamos é por saber que morreremos, monsieur de Montaigne já tinha dito que filosofar é aprender a morrer.”
As Intermitências da Morte

“(…) tudo quanto é nome de homem vai aqui, tudo quanto é vida também, sobretudo se atribulada, principalmente se miserável, já que não podemos falar- lhes das vidas, por tantas serem, ao menos deixemos seus nomes escritos, é essa a nossa obrigação, só para isso escrevemos, torná-los imortais, pois aí ficam, se de nós depende(…)”
Memorial do Convento

“São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro de seu corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.”
Memorial do Convento

“Tu estavas, avó, sentada na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabias e por onde nunca viajarias, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e disseste, com a serenidade dos teus noventa anos e o fogo de uma adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer.» Assim mesmo. Eu estava lá.”
As Pequenas Memórias

“Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta de cor violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte podia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu.”
As Intermitências da Morte

recebido por e-mail

obrigado, miguel.

Junho 18, 2010

“onde está a democracia?”

Filed under: Leituras & Reflexões,sociedade — indulocation @ 4:42 pm

Outros cadernos de Saramago

Maio 10, 2010

Humor da Mafalda, sempre!

Filed under: Leituras & Reflexões — alexandre sousa @ 6:18 am

Nascida no Chile em 1964, Mafalda é reconhecida em muitas culturas graças à tradução dos seus livros criados pelo argentino Joaquín Lavado (Quino) até 1973. Com sabedoria, Quino foi radiografando os problemas do mundo, e que falta nos faz a sua visão se a pudéssemos ter agora, concentrada nesta Europa às tiras, dirigida por «robertos» & bonecreiros.
A importância da banda desenhada da Mafalda provem do facto das estórias que ela protagonizou serem temas que não passam de moda: as dificuldades económicas de uma família, os problemas com a escola, as relações entre pais e filhos, são temáticas que sempre estão vigentes em qualquer país. Por isso, países da América latina, ou os mais sul-americanos da Europa como são Itália, Grécia, Espanha e Portugal, são sítios onde sempre se lê Mafalda.

MAFALDA y sus amigos:
Mafalda
“¿No será acaso que ésta vida moderna está teniendo más de moderna que de vida?”
“¿Y si en vez de planear tanto voláramos un poco más alto?”
“Dicen que el hombre es un animal de costumbres, mas bien de costumbre el hombre es un animal.”
“¿No sería mas progresista preguntar donde vamos a seguir, en vez de dónde vamos a parar?”

FELIPE:
“¿Por qué justo a mi tenía que tocarme ser yo?”
“¿Y si antes de empezar lo que hay que hacer, empezamos lo que tendríamos que haber hecho?”

MIGUELITO:
“Trabajar para ganarse al vida esta bien pero por que esa vida que uno se gana trabajando tiene que desperdiciarla trabajando para ganarse la vida.”
“Yo, lo que quiero que me salga bien es la vida.”

SUSANITA:
“Amo a la Humanidad, lo que me revienta es la gente.”

LIBERTAD:
“Una pulga no puede picar a una locomotora, pero puede llenar de ronchas al maquinista.”
“Comienza tu día con una sonrisa, verás lo divertido que es ir por ahí desentonando con todo el mundo.”

Março 4, 2010

“Que sociedade estamos a construir?”…2

Filed under: agressividade,Bulliyng,escolas,Leituras & Reflexões,sociedade — enfermped @ 9:43 am

O iOnline traz uma notícia que divulga um caso de bullying contra um professor. É um caso de uma gravidade extrema. Um caso que acabou em suicídio do professor.

Na manhã de 9 de Fevereiro, L. V. C. parou o carro no tabuleiro da Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada. Saiu do Ford Fiesta e saltou para o rio. Há vários meses que o professor de música da Escola Básica 2+3 de Fitares (Sintra), planearia a sua morte. Em Novembro escreveu uma nota no computador de casa a justificar o motivo: “Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimentos, a única solução apaziguadora será o suicídio“.
L. V. C., sociólogo de formação, tinha 51 anos, vivia com os pais em Oeiras, era professor de música contratado e foi colocado este ano lectivo na Escola Básica 2+3 de Fitares, em Sintra. Logo nos primeiros dias terão começado os problemas com um grupo de alunos do 9º ano. A indisciplina na sala de aula foi crescendo todos os dias, chegando ao ponto de não conseguir ser ouvido. Dentro da sala, e ao longo de meses, os alunos chamaram-lhe careca, tiraram-lhe o comando da aparelhagem das mãos, subindo e descendo o volume de som, desligaram a ficha do retroprojector, viraram as imagens projectadas de cabeça para baixo.
Houve vezes em que L. V. C. expulsou os alunos da sala, vezes em que fez participações disciplinares. Foram pelo menos sete as queixas escritas que terá feito à direcção da escola, alertando para o comportamento de um aluno em particular. Colegas e familiares do professor de música asseguram que a direcção não instaurou nenhum processo disciplinar.
O i teve acesso a uma das participações feitas pelo professor de música. No dia 15 de Outubro de 2009, L. V. C. dirigiu à direcção da escola uma “participação de ocorrência disciplinar”, informando que marcou falta disciplinar a um aluno e propondo que fossem aplicadas “medidas sancionatórias“. Invocou vários motivos, entre os quais “afirmações provocatórias”, insultos ou resistência do aluno em abandonar a sala.
O professor de música desabafou que não suportava mais dar aulas àquela turma do 9º ano: “Nos últimos meses, já se acanhava perante os seus alunos como se tivesse culpa”, explicou ao i um familiar. Atravessar o corredor da escola foi um dos seus pesadelos, é aí que os alunos se concentram quando chove: “Um dia, chamaram-lhe cão.” Nos outros dias, deram-lhe “calduços” na nuca à medida que caminhava até à sua sala de aula.
Alguns professores testemunharam a “humilhação” de L. V. C. nos corredores da escola e sabiam que se sentia angustiado por “não ser respeitado pelos alunos”. Só não desconfiavam que a angústia se tivesse transformado em desespero. O professor de música não falava com ninguém. Chegava às sete da manhã para preparar a aula. Montava o equipamento de som, carregava os instrumentos musicais da arrecadação até à sala. Deixava tudo pronto e depois entrava no carro: “Ficava ali dentro, de braços cruzados, e só saia para dar a aula.” L. V. C. preferia estar no carro em vez de enfrentar uma sala de convívio cheia de colegas: “Era mais frágil do que nós, dava para perceber que não tinha o mesmo estofo.” Fonte: iOnline

………………………………………………………………………

Tinha 12 anos e tinha medo
E tinha um pesadelo
E um pântano no olhar
E o corpo numa grade
E a alma numa cela
E o sonho de um rio
Onde o medo se afogasse.
Tinha doze anos e uma escola
Que lhe ceifava as asas
E o fechava nesse medo
Que tinha e tinha doze anos!
“Tão jovem! Que jovem era?
Agora que idade tem?”
Chamava-se Leandro e era pequenino
Com um pavor tão grande
Que se abraçou às águas
No rio triste que o acolheu
Para o libertar do pântano
Onde o medo lhe tolhia
O respirar de cada dia.
E voou…
Que céu te acolhe, Leandro?
Que escola te matou?”

Daqui ….

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Daqui …

R.S.

Fevereiro 22, 2010

Há uma falha no tempo …

Filed under: Leituras & Reflexões,Perspectivas — enfermped @ 11:29 am

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“Há uma falha no Tempo. Há uma falha em mim. São muitos facebooks, muitos twitters, muitos posts sobre nada, muitas quesilias encapotadas, muitos telemóveis, ipod’s, portáteis e televisões. Muitas luzes de néon, muitos bares e cafés, muitas lojas sem nada, muito ruído humano. Muitas palavras debitadas de cor, muitos clichés, muita superficialidade. Quem é quem, onde e como? Faltam os coches da sinceridade e nobreza de espírito em vez dos bólides topos de gama. Falta o significado do gesto, de cada gesto, em vez dos rituais cegos e automáticos de cumprimentos e beijinhos e olás sem cumplicidade, encanto, ou delicadeza. Vivemos amassados por tanta informação, por livros e jornais, revistas e televisões, rádios e blogues. Desacreditam-se os valores genuínos que não mudam de pessoa para pessoa na sua essência. Cada um é que os rapta por falta de delicadeza própria. E de razão. Vivemos anestesiados no poder tecnológico, no bramir do dinheiro, na angústia do futuro e de uma velhice confortável quando ainda mal sabemos o que é a comunicação da alma. Falamos sobre tudo mas não sabemos nada. Somos ignorantes da nossa própria condição. Habituámo-nos à personagem e não à pessoa. Ostentamos cobardemente humildade e serviço, bondade e modéstia. Colocamo-las na lapela do ego mesmo quando não nos apercebemos logo disso, até nos confundirmos com o que desejaríamos ser e passamos mesmo a ser. A sinceridade passa a irrefutável certeza, o amor a orgulho, a ideia que fazemos de algo a convencimento, e rasgamos as estrelas até perdermos a mão no Infinito onde nem a noite nem a luz nem nada nos abre os olhos para a obesidade de seres informados mas pouco formados”.

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RS

Outubro 17, 2009

“Que sociedade estamos a construir?”

Filed under: ética,Educ_Form,Leituras & Reflexões,Perspectivas — enfermped @ 9:13 am

“Que sociedade estamos a construir? Que mundo vem aí?” As perguntas, tornadas um pungente requisitório, foram, há dias, formuladas por um trabalhador da France Telecom, numa manifestação contra o processo de “reestruturação” da empresa, cujos resultados têm conduzido à barbárie. Vinte e quatro trabalhadores suicidaram-se, nos últimos dezanove meses, e mais treze foram socorridos quando se preparavam para pôr fim à vida.

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“Em nome da “competitividade” e em obediência às leis do mercado, um “gestor”, Louis-Pierre Wenes, procedeu, a partir de 2005 (ele entrara na empresa em 2002), adjuvado por Didier Lombard, à “modernização” da empresa, o terceiro operador de telemóveis da Europa e o primeiro fornecedor de acesso à Internet.

A brutalidade das decisões não olhou a meios para justificar os fins. Diz a France Press que “o plano redundou num controlo cerrado dos funcionários, dos tempos de pausa, uma pressão insuportável por ganhos de produtividade e desumanização nas relações laborais. Os comunicados dos sindicatos sublinham a incerteza organizada sobre a permanência de cada posto de trabalho, mudanças forçadas de funções, pressões insidiosas para que os trabalhadores se demitissem ou aceitassem despromoções, tentando fazê-los responsabilizar-se por essas novas situações.”

O “mercado”, o “neoliberalismo” e a globalização atingiram novos patamares de infâmia. Em Portugal desconhece-se a estatística de suicídios causados por compulsões semelhantes, e o facto de estarmos à beira dos setecentos mil desempregados deveria preocupar, seriamente, aqueles que nos governam. A desumanização que se regista no mundo do trabalho explica-se pelo facto de o “homem de organização”, quero dizer: o “gestor”, não pode permitir-se ter princípios ou escrúpulos: deve, isso sim ter reflexos.

A degradação da vida empresarial resulta dessa cartografia de horrores que consiste nos objectivos a atingir, nas etapas que se tem de percorrer, e dos lucros que terão de ser rápidos e vultosos. O “gestor” é muitíssimo bem pago para ser um cão-de-fila. Um universo sem paixões, gelado, uma mistura de indiferença humana com uma selvajaria abstracta.

“Que sociedade estamos a construir? Que mundo vem aí?” As dramáticas perguntas adquirem um novo relevo, quando se sabe que as “soluções” aplicadas pelos tais “gestores” revelam-se ineficazes e conduzem as empresas, mais tarde ou mais cedo, à falência. À falência económica e financeira, porque a falência moral já habita no corpo de quem as dirige.

A “organização”, o “grupo”, correspondem a esse capitalismo predador, que mantém uma “democracia de superfície”, feroz e impositiva, que tem aniquilado sindicatos, partidos progressistas, organizações cristãs recalcitrantes, homens e mulheres, sobrepondo uma cultura que provoca a renúncia de pensar. O poder económico a sobrepujar o poder político. Ainda há semanas, o eng.º Francisco Van Zeller, presidente da CIP, se opunha, veementemente, à casualidade de o PS estabelecer acordos, parlamentares ou outros, com o Bloco de Esquerda. A sobreposição chega a ser aberrante. E o desprezo pela democracia, mesmo tão fanada como a portuguesa, associa-se a um postulado segundo o qual estaríamos no fim das ideologias. É verdade que o PSD nunca foi “social-democrata” (quando muito, conservador-liberal), e o PS foge do socialismo como Satanás da cruz (salvo seja). Esta confusa apropriação indevida de nomes causou estragos irreparáveis na “democracia” que por aí está.

O panorama nacional é assustador. Salvam-se os bancos, em nome não se sabe muito bem de quê e de quem, e destroem-se vidas. O tema da emancipação da humanidade não perdeu prestígio nem poder. As grandes questões do trabalho, do capitalismo, das novas relações sociais, do desemprego e da subida da miséria e da fome são omissos nos chamados órgãos de informação. No caso português, a ausência destes temas obedece a indicações e a ordenanças. As mais radicais das ideias reaccionárias afloram em numerosos artigos, comentários e debates. É a “democracia de superfície” em toda a sua expressão. Repare-se que o caso da France Telecom mereceu medíocres chamadas de primeira página, e notícias reduzidíssimas no interior dos jornais. E este é um assunto que, pela sua natureza trágica e pela dimensão social que exprime, deveria adquirir enunciações mais amplas.


Há algo de dissolução rápida nas nossas sociedades. Quando os laços relacionais são tão abruptamente cortados, como na France Telecom, temos de perceber que o problema não é isolado. E que a ameaça começou a constituir como perigo imediato. Nomeemos os problemas e saibamos enfrentar os riscos decorrentes. A Imprensa e os jornalistas honrados têm uma palavra a dizer. Não será a última mas é, certamente, a mais importante. Se eu lhes merecer, contem comigo”.

Baptista Bastos in Jornal de Negócios, 09 Out. 2009

recebido por e-mail

Setembro 29, 2009

A Mafaldinha fez 45 anos

” Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, celebra hoje 45 anos no papel de uma das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade.

De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino “Primera Plana”. Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas, que se prolongaram por nove anos.

Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média.

A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no “Primera Plana”, na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da actualidade argentina e internacional”.

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