Ontologias

Outubro 24, 2007

Domínios sim, domínios não…

Filed under: Perspectivas — alexandre sousa @ 12:08 pm

Ontologias são modos de descrever o mundo real em termos formalizados, plenos de convenções e notações. Tal qual a matemática serve pessoas de diferentes culturas e linguagens assim as ontologias proporcionam a diversos investigadores e sobretudo aos computadores:

dialogar, compreender, interpretar, relatar, decidir sobre os mesmos factos;

realizar acções de inferência, usando o computador como meio nomeadamente, quando se pretende classificar factos individuais.

Exemplo:

Paciente A exibe de modo crónico tensão arterial elevada.

Categoria: Pessoa hipertensiva

Categoria: Risco de derrame cerebral

A formalização deste conhecimento sobre o domínio clínico permite elaborar diferentes tipos de raciocínio.

Existe nesta altura um crescendo de projectos em todo o mundo, à volta das ontologias, em especial nas ontologias biomédicas.

As ontologias também existem em software, embora a maioria dos que se ocupam com o desenvolvimento de software não tenham ideia do que se passa neste campo, devido ao fracasso em conseguir integrar na educação/formação sobre as TIC a semântica dentro das técnicas de modelação (i.e. “classe”, “objecto” ou Modelos E-R no sentido de programação). No entanto, qualquer programador ou ‘modelador’ ao criar código, modelos UML ou esquemas de informação, acaba por estar a criar uma espécie de ontologia, geralmente de conceitos informacionais. Os modelos de software devem ser entendidos como ontologias, pois assumem certos compromissos e ‘sabores’ dos conceitos que estão a modelar – incluindo tipos de variáveis ou campos da base de dados (Integer, Boolean etc) relativos às linguagens de programação.

Mesmo que apenas seja nalgum nível, todas as ontologias são “descrições de um aspecto da realidade”, atendendo à finalidade deste espaço de publicação, vamos distinguir duas grandes categorias de ontologia:

● Ontologias da realidade ontologias cujo objecto são coisas reais, processos ou acontecimentos, em vez de informação

● Ontologias de informação ontologias cujo objecto é a informação de qualquer tipo – i.e. ofensas cometidas num meio de comunicação. Conceitos afectos a uma tal ontologia é provável que tenham a ver com o processo de investigação, registo, relatórios ou ideias semelhantes.

Realçamos esta distinção, porque, logo que alguma «coisa» é registada, há uma questão de saber qual é aparência ou forma sob a qual foi registada:

● Quais os tipos de entidades registadas que lá estão ( notas, resultados, diagnósticos)

● Qual é a estrutura da informação registada? Registos, claramente bem diferentes, embora feitos sobre o mesmo evento, como p.ex., um parto

● Quais são as relações entre os elementos de informação? Relacionamentos como ‘ver algo’, ‘mais detalhe’ e assim por diante faz sentido aqui, mas não entre as entidades que na realidade venham a ser comunicadas.

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