Ontologias

Outubro 26, 2007

A vantagem competitiva de ser “blogger”

Filed under: Anuncios — alexandre sousa @ 7:41 am

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Episodicamente, defronto-me com este tipo de problema, que consiste em deixar rasto e perfume, tentando levar os incautos a anotar na sua agenda uma ‘deixa’, sobre o facto de eu ser o «melhor do mundo» no jogo do carolo. Depois, passado o primeiro entusiasmo, chegam-nos notícias daquilo que os «outros» fazem ou estão a fazer, como se apresentam eles ao mundo e sobretudo que exemplos, bons e maus, colocam em cima da mesa de jogo. A WEB, esta, a 2 a 3 e a 1145, representa um inimaginável tabuleiro de jogo que todos os dias nos surpreendem, a mim quase sempre pelo lado bom, já que tenho um filtro especialmente alinhado para eliminar lixo mental.

 

Passo parte do tempo (teoricamente) disponível em cada dia, cerca de 1440 minutos, a seleccionar bitaites que me chegam dos amigos que tenho coleccionado e que se cruzam comigo na internet desde 1997; às vezes sinto cansaço, uma boa parte deles não me diz muita coisa de novo, outros falam comigo mais para se sentirem vivos, outros ainda para testar a energia da pilha e por aí fora. Uma boa parte deles, alimenta a renovação do meu conhecimento, contrastando com a (des)informação que circula desde a Terra até ao buraco do Ozono, sobretudo, porque é ínfima e residual a contribuição que o colectivo da universidade trás para a minha felicidade. Os encontros e desencontros no Campus fazem-me lembrar a Feira de Fafe, onde os aldeões se deslocam cada 4.ªfeira, não tanto para comprar e vender, mas mais para saber quem está vivo e se trocaram de camisa desde a semana anterior. Os meus amigos doutros ‘blogs’ trouxeram-me a notícia: – Vai ver a página do David Chalmers.

 

«I am a philosopher at the Australian National University. Officially I am Professor of Philosophy, Director of the Centre for Consciousness, and an ARC Federation Fellow. I work in the philosophy of mind and in related areas of philosophy and cognitive science. I am especially interested in consciousness, but am also interested in philosophical issues about meaning and possibility, in the foundations of cognitive science and of physics, and a bunch of other things.»

 

É surpreendente que alguém com imenso trabalho publicado e uma actividade incessante, num país longínquo e com pouca gente, tenha conseguido convergir talento, habilidade e outras úteis alavancas para dar ao resto do mundo, de modo organizado e facilitado, cerca de 18000 itens de informação sobre a MIND.

 

Andava preocupado, porque a LN nos tinha deixado a Hermenêutica para revisitar, o que não é tarefa para 5 minutos, mas agora já lhe posso dedicar 500, uma vez que tenho alternativa para o ecrã 400×300 (trabalho normalmente com duas máquinas ligadas). É que a malha de hipóteses de pesquisa que Chalmers nos mostra no seu site, é mesmo de fazer crescer água na boca. Este texto de hoje parece um fait-divers, mas não é. Preocupa-me imenso a prática do cientista de trazer por casa que nunca diz aos alunos que livro anda ele a ler para alimentar as lições, para além da conhecida bibliografia que ele acrescentou ao programa da disciplina. Preocupa-me que o director do laboratório não renove o contrato do jovem promissor que lhe deu as últimas 34 pistas para novas propostas e se dedique a administrar as carreiras de meia dúzia de toscos que lhe trazem todos os dias o ‘donut’ do pequeno-almoço.

 

A gestão do conhecimento faz-se da distribuição e da partilha. O raciocínio é sólido se for elaborado com base numa multiplicidade de factos e lucubrações a que outros tiveram acesso e sobre os quais também já se debruçaram. O isolamento, a escondinite, a prática do «só sábios somos dez», nunca nos levou mais longe do que alguns metros para além do ponto de partida.

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Do ultimo paper de David Chalmers…

«The basic question of ontology is “What exists?”. The basic question of metaontology is: are there objective answers to the basic question of ontology? Here ontological realists say yes, and ontological anti-realists say no.

(Compare: The basic question of ethics is “What is right?”. The basic question of metaethics is: are there objective answers to the basic question of ethics? Here moral realists say yes, and moral anti-realists say no.)

For example, the ontologist may ask: Do numbers exist? The Platonist says yes, and the nominalist says no. The metaontologist may ask: is there an objective fact of the matter about whether numbers exist? The ontological realist says yes, and the ontological anti-realist says no.

Likewise, the ontologist may ask: Given two distinct entities, when does a mereological sum of those entities exist? The universalist says always, while the nihilist says never. The metaontologist may ask: is there an objective fact of the matter about whether the mereological sum of two distinct entities exists? The ontological realist says yes, and the ontological anti-realist says no. Ontological realism is often traced to Quine (1948), who held that we can determine what exists by seeing which entities are endorsed by our best scientific theory of the world. In recent years, the practice of ontology has often presupposed an ever-stronger ontological realism, and strong versions of ontological realism have received explicit statements by Fine (this volume), Sider (2001; this volume), van Inwagen (1998; this volume), and others.»

 

 

 

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