Ontologias

Novembro 14, 2007

Âmbitos e apertos

Filed under: Leituras & Reflexões — alexandre sousa @ 9:30 pm

 

Há um texto de Thomas Gruber, publicado em 1993, muito citado pela cobertura que dá a uma certa visão da Ontologia; “Toward Principles for the Design of Ontologies Used for Knowledge Sharing.”. Diz Gruber:

An ontology is an explicit specification of a conceptualization. The term is borrowed from philosophy, where an Ontology is a systematic account of Existence. For AI systems, what “exists” is that which can be represented. When the knowledge of a domain is represented in a declarative formalism, the set of objects that can be represented is called the universe of discourse. This set of objects, and the describable relationships among them, are reflected in the representational vocabulary with which a knowledge-based program represents knowledge. Thus, in the context of AI, we can describe the ontology of a program by defining a set of representational terms. In such an ontology, definitions associate the names of entities in the universe of discourse (e.g., classes, relations, functions, or other objects) with human-readable text describing what the names mean, and formal axioms that constrain the interpretation and well-formed use of these terms. Formally, an ontology is the statement of a logical theory.

Esta definição de Gruber tem permitido a redução do significado de “uma ontologia” a “um modelo”, onde aquilo que está a ser modelado são os conceitos ou as ideias que as pessoas têm nas suas mentes. Este erro redutor tem as suas raízes na recente tendência para usar a palavra “ontologia” com o significado de pouco mais do que um vocabulário controlado acompanhado da respectiva organização hierárquica.

Não cabe na definição de Gruber, estipular se a teoria ou modelo em questão vai ser útil (para a integração e processamento de dados do mundo real e informação), dedica-se ao universo e não apenas aos conceitos presentes na mente das pessoas.

Este tipo de Modelação é uma actividade perfeitamente respeitável, mas que não pertence apenas à ontologia, mas também à linguística, ou à psicologia, ou ainda, a outro venerável campo da filosofia: epistemologia.

Boas ontologias são as descrições mais precisas de um domínio relevante a partir de entidades do mundo real.
Ontologia não é sobre concepções ou interpretações das pessoas, mas sim sobre o mundo.

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1 Comentário »

  1. Concordo que as boas ontologias são as descrições mais precisas de um domínio relevante a partir de entidades do mundo real. E interessante como Guarino (1997) classifica as ontologias de acordo com a sua dependência em relação a uma tarefa específica ou a um
    ponto de vista (descobri este senhor há pouco tempo numa das minhas pesquisas):
    – as Ontologias de Alto Nível que descrevem conceitos bem
    gerais, conceitos básicos;
    – as Ontologias de Domínio que descrevem um vocabulário
    relacionado com um domínio genérico;
    – as Ontologias de Tarefas que descrevem uma tarefa ou uma
    actividade, como interpretação de imagens ou avaliação
    de determinadas tarefas consoante o campo em que são aplicadas;
    – as Ontologias de Aplicação que descrevem conceitos que
    dependem tanto de um domínio específico como de
    uma tarefa específica, e geralmente são uma
    especialização de ambas.

    Comentar por criancices — Novembro 18, 2007 @ 7:39 am | Responder


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