Ontologias

Dezembro 5, 2007

Ontologia & metodologia (Peter Hall parte II)

Filed under: Leituras & Reflexões — alexandre sousa @ 3:57 pm

Retomamos o tema de uns dias atrás…O estudo analisa as relações entre ontologia e metodologia no âmbito de políticas comparativas. Embora a relação seja sempre um elemento crucial, P.Hall tem defendido que os dilemas enfrentados no campo das ‘políticas comparativas’ são especialmente intensos porque a sua ontologia tem impedido a sua metodologia.

Muitas teorias importantes neste campo, são agora formuladas com base em visões ontológicas que vêem os resultados políticos como consequência dos processos de causalidade em acontecimentos distantes, as mais proeminentes metodologias seguidas neste campo ainda são baseadas em modelos de regressão que eram mais adequados às ontologias de três décadas atrás, quando muitas teorias implicavam que, fenómenos políticos são causados por alguns (poderosos) factores operacionais independentemente do contexto e (aproximado) vigor semelhante em toda a parte. A modernização de teorias construídas sobre determinantes socioeconómicos fornece um exemplo clássico.

Têm sido revistas várias respostas a este dilema, cada uma com algumas promessas e implicações radicais sobre o “saber como fazer investigação”. Mas existem argumentos segundo os quais, o campo tem tido durante muito tempo disponível, uma metodologia apropriada para a nova ontologia, que pode ser rotulada de ‘processo sistemático de análise’. Levando a sério o princípio de que “correlação não é causalidade” esta metodologia, avalia a adequação de uma teoria não apenas inspeccionando as principais variáveis causais e resultados, mas comparando as previsões sobre a teoria dos processos da causalidade com múltiplas observações sobre esses processos nos casos actualmente em estudo.

O método coloca exigências substanciais sobre teorias, pedindo que seja feito mais do que especificar algumas variáveis causais, e diferentes requisitos de investigação empírica, solicitando aos investigadores para fazer várias observações sobre como é que o tipo de eventos se desenrola ao longo do tempo.

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O último objectivo, é sugerir que, ao decidir sobre o design da investigação em inquéritos comparativos, deverá ser prestada tanta atenção ao que chamamos ontologia como é costume atender normalmente à metodologia. O valor de um método dependerá da sua congruência com as estruturas de causalidade no mundo. O domínio das políticas comparativas será mais forte se, aqueles que trabalham dentro dele puderem ultrapassar a separação que geralmente ocorre entre discussões de metodologia e ontologia, passando a considerar cuidadosamente as questões da ontologia antes de decidir o método mais adequado para os problemas em mão. 

 

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