Ontologias

Maio 7, 2008

A Vida é uma Viagem de Comboio? …

Filed under: Perspectivas,Reflexões — enfermped @ 7:56 pm

Ver, Ouvir e Reflectir … não custa nada …

Ou será que sim?…

RS

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3 comentários »

  1. que bonito… entra no meu comboio!

    bjoca

    Comentar por soniapessoa — Maio 9, 2008 @ 7:44 pm | Responder

  2. Será que já não entrei, estarei à janela?
    … ou terias entrado no meu, Sónia?

    bjoca também para ti e obrigada pela visita.

    Comentar por enfermped — Maio 11, 2008 @ 5:36 pm | Responder

  3. Será que estamos a viver pela metade, embora numa viagem de comboio que é a vida?

    “Viver pela Metade
    por HelenaLeote

    Não tenha pressa em alcançar a meta, desgastando-se, amarfanhando-se em suspiros, em depressões, em nostalgias, em insatisfações. Viva de costas para a meta…

    Três vezes por semana, viajo no comboio com procedência de Braga e com direcção ao Porto.
    Nestas curtas deslocações, sento-me sempre num lugar de costas para o ponto de chegada. Já reparei que são esses que, normalmente, estão desocupados. A maioria das pessoas prefere ir de frente para o destino… enfrentar o destino… atrevo-me eu a abreviar e a alterar a semântica…

    A vida é um comboio tal e qual: há estações, saídas e entradas de conhecidos e desconhecidos, cobranças e reclamações, silêncios e transgressões, espaços e apertões e, sobretudo, uma viagem entre o ponto de partida – o nascimento – e o ponto de chegada – a morte. Eu desafio esta ao virar-lhe as costas e observo os que, de face voltada para diante, mostram ânsia em chegar, respiram fundo, bocejam como se a viagem, a vida, não merecesse a pena, mostrando cansaço em existirem.

    Na minha vida, só há partida porque não tenho pressa de chegar, nem quero chegar a lado nenhum; prefiro muito mais partir de algum lado, sem meta…
    Curiosamente este vocábulo de quatro letras encaixa em ´metade` e isto assusta-me. Não quero viver pela metade, ser eu pela metade… Então, volto as costas à chegada e quedo-me a olhar os companheiros de jornada e as janelas.
    Engraçado! O comboio é que se move, no entanto, fica-nos a ilusão de que todo o exterior se movimenta numa rapidez tal, que o que é.. já foi. Quantas vezes não nos acontece algo semelhante? Vermos tudo ao nosso redor em permanente movimento e nós, ali, parados, quando afinal é precisamente o contrário: nós vivemos – viajamos – os outros estão só quietos à espera da hora de chegar, vendo-nos viver.

    Partir é também distribuir, dividir seja lá o que for: um sorriso, uma palavra, uma brincadeira, um momento de alegria, de prazer… O coração, não, nunca! Onde já se viu dividir o coração?! Transformá-lo numa manta de retalhos! É ridículo!
    Nele misturam-se aqueles a quem queremos bem; estes lá se encarregam de escolher um lugar: de frente para nós ou de costas voltadas… em primeira ou em segunda classe.
    Optam por sair ou entrar em qualquer estação da nossa vida. Tal como o comboio, vai-se enchendo ou esvaziando e, na chegada, inevitavelmente, redobra para o lado da amplidão, sem um único passageiro, para além do revisor que o percorre para saber se tudo está em ordem, se nada ficou ao acaso…

    É o Juízo Final!
    E um coração despejado é um saco despido de bens, que tomba ao mínimo toque do vento e que este teima em arrastar sabe-se lá para onde… E vai fintando aqueles que insistem em agarrá-lo de novo: finge parar e, quando está quase a ser alcançado, vvvvvvvvvvvvvvvv, lá vem o vento e distancia-o outra vez… Mais uma corridinha… e o esquema repete-se.

    Por isso, leitor, viva integralmente! Por isso, leitor, não tenha pressa em alcançar a meta, desgastando-se, amarfanhando-se em suspiros, em depressões, em nostalgias, em insatisfações. Viva de costas para a meta, contrarie o seu sentido.
    Não se esqueça, porém, que o comboio pode descarrilar, podem as agulhas desviá-lo da rota inicial, pode até parar a meio do percurso, mas sinta que o bilhete de partida valeu a pena! E deixe que o “Revisor” se encarregue de julgar se algo ficou para trás.

    Helena Leote, Quarta 3, às 18:15 (In aeiou.pt)”.

    Comentar por tânia rebelo — Setembro 6, 2008 @ 12:28 pm | Responder


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