Ontologias

Fevereiro 11, 2009

Terrorismo, filosofia & etc.

Filed under: Perspectivas — alexandre sousa @ 9:47 pm

etatema1

 

Qualquer um que se reclame de ter ideias singulares, sem ir à liça, não sabe da verdade/falsidade da relativa singularidade das suas propostas.

Deixem-me fazer de conta que são minhas as palavras de um velho Mestre (37 livros publicados), a quem ouvi no dia da última lição: – Gostava de ter escrito uma só linha original.

Posto isto, acresce dizer que um dia destes vamos ter de abordar na sala de aula o tema «terrorismo», tal qual já tivemos (?!) de fazer com a homofobia, prostituição, totalitarismo e outras palavras duras.

Gostava de vos dizer que tenho trabalhado ultimamente, um «caso» difícil, de seu nome próprio: “ETA, um terrorismo de ambiguidade”, que pretende ser uma das várias abordagens ou perspectivas do terrorismo & respectiva filosofia associada. Porque, isto está assente numa determinada ontologia do terrorismo, eis uma possível justificação para dar alguma luz do dia ao assunto, porque não ?! num blog mais ou menos escondido.

 

Como responderia eu à pergunta de um(a) jovem acerca do significado da palavra terrorismo?

– O terrorismo é o uso da força e da violência contra pessoas indefesas.

Então a guerra, é o quê?

Bom… alguns de nós recordam o desastre de Chernobyl. Tratou-se de um incidente ocorrido na central nuclear dessa cidade ucraniana bem perto da fronteira com a Bielorrússia (1986). Mas, alguns desastres recentes acontecidos no Iraque, podem ser equiparados, desde que tenhamos em conta que a generalidade dos desastres iraquianos possuíam um propósito. September 11 (N.Y.) and March 11 (Madrid) são evidências do que estamos a escrever, mesmo não estando localizados no Iraque.

O terrorismo é o exercício da violência contra pessoas indefesas. Mas o assalto à mão armada também é.

O terrorista, actor, agente, executor do acto violento não pertence às forças armadas. Ah! por isso o julgamento daqueles Rambos que trabalhavam no Iraque e estavam agrupados sob uma denominação de empresa de segurança…« Blackwater Worldwide from providing security protection for U.S. diplomats»; do you remember?

Um grupo terrorista é sempre minoritário. Age no âmbito de uma unidade organizacional a que chamamos «comando». É célebre, nos ‘mentideros’ de Madrid e de Bilbau, o comando Vizcaya; « El comando Vizcaya era el más activo de ETA desde la ruptura del alto el fuego».

Há um modus operandi associado a que os técnicos chamam «hijack» e que abrange planos de retenção de pessoas. As ameaças são reais, e todos quantos são raptados passam, de facto, pelo corredor da morte.

Interessante um comentário recente escrito por Fidel Castro acerca das FARC  (Colômbia) e que na minha modesta interpretação estará na origem das últimas libertações de reféns, via Chavez e/ou via Lula da Silva…

Disse Fidel: – Na luta de libertação cubana, nunca se fizeram reféns!

O terrorismo usa e abusa das bombas, em especial das que os seus elementos sabem construir artesanalmente. Uma panela de pressão (Fagor), cordão de detonador, pregos de ferro e aço, um quilo de titadyne, já chega e sobra para dar fogo de artifício a um qualquer «coche-bomba».

Um grupo terrorista tenha ou não uma imagem romântica, sempre luta por ganhos de poder. Também, por tentativa de libertação de companheiros presos. Também, para manter a memória viva, de muitas coisas que interessam muita gente.

 

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2 comentários »

  1. resume isto tudo pk nao m’aptece tar a ler e é pa um trabalho, logo, faz.mo.
    manda-me tbm imagem da mafalda a falar sobre o terrorismo, pk eu nao encontro nenhuma e tbm ja tou farta de procurar.
    Bjinhos
    Comprimentos e larguras.
    Saudades tuas meu amor. ❤
    Odeio.te
    tou a gozar.

    Comentar por sonia — Maio 7, 2010 @ 2:24 pm | Responder

  2. Olá… A Mafalda, mor parte das vezes, filosofava sobre Terrorismo de Estado.
    Mas, és violentamente nova para te estares a chatear com coisas que te passam ao lado. Vive a vida Sónia, vive a vida e deixa esse tipo de coisas para o pessoal do século passado.
    Amo-te!
    Tou a gozar, claro…

    Comentar por Alexandre — Maio 10, 2010 @ 2:02 pm | Responder


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